"La vida"
Autor: Gerardo Gutierrez
"La vida no tiene sentido si el Amor se va al olvido."
"La vida"
Autor: Gerardo Gutierrez
"La vida no tiene sentido si el Amor se va al olvido."
O saca-rolhas do senhor reitor
Mauro Chaves
Não, não é a tapioca do ministro, não são os gastos da ex-ministra no free shop, não é a esteira rolante do segurança da filha do presidente, não são os abusos e os desperdícios cometidos pelos detentores dos 11 mil cartões corporativos que poderão ser levantados na CPI dos Cartões - caso gore a grande pizza que governistas e oposicionistas já ensaiavam assar no Congresso -, não são, enfim, os safados locupletamentos que servidores dos Poderes Públicos fazem, com o dinheiro dos contribuintes, que hão de permanecer, de ora em diante, como um marco histórico da falência moral de uma sociedade. O marco histórico dessa falência é o saca-rolhas do reitor da Universidade de Brasília (UnB), que custou aos contribuintes mais do que dois salários mínimos. Pois nesse saca-rolhas de R$ 859 está simbolizada, mais do que o despudorado desperdício de dinheiro público em futilidades privadas, a criminosa fraude educacional brasileira, que consiste em retirar recursos da Educação e da Ciência para sustentar a pequenez das vaidades pseudo-acadêmicas e pseudocientíficas.
Quem assistiu, no Jornal Nacional, à entrevista dada pelo reitor da UnB, Timothy Mulholland, só não ficou perplexo e estarrecido com o completo desmoronamento moral da Universidade, no Brasil - a ponto de permitir-se que alguém assim exerça o cargo de reitor -, se desistiu, de vez, de qualquer escrúpulo em relação à "coisa pública". O reitor, cuja serenidade de semblante, enquanto proferia suas justificativas absurdas, já significava um insulto à inteligência da sociedade brasileira, sem dúvida expressou ali todo o desrespeito, toda a arrogância, toda a insensibilidade e toda a irresponsabilidade dos que não dão importância alguma ao valor do dinheiro arrecadado dos cidadãos prestantes - muito menos ao que é subtraído da Educação e da pesquisa científica para escoar pelo ralo da futilidade, num país em que a situação da Educação é a verdadeira tragédia nacional.
Foi com expressão fisionômica própria da tranqüilidade dos justos que o magnífico reitor justificou os gastos de R$ 475 mil (segundo o Ministério Público) da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) apenas na decoração de seu apartamento. Essa verba pública pagou, além de móveis e utensílios luxuosos, três latas de lixo ao preço de quase R$ 1 mil (cada) e o saca-rolhas de mais de dois salários. Disse o magnífico: "É claro que havia uma linha estética, não se mobília (sic) uma casa de qualquer maneira (sic). Aquilo foi feito propositadamente com uma finalidade institucional... (a decoração) foi montada institucionalmente", aduziu o magnífico, do alto da sua institucionalidade.
As principais finalidades da Finatec, entidade mantida pela UnB, são "a promoção e o apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico, a transferência de tecnologia, a pós-graduação e a pesquisa". Quer dizer, então, que, para apoiar e desenvolver a ciência e a tecnologia brasileira é necessário o dinheiro público pagar latas de lixo e saca-rolhas tão caros? Disse o reitor que a função "institucional" de seu apartamento é a de receber professores e cientistas. Será que para o aperfeiçoamento do diálogo entre pessoas dedicadas ao estudo, à reflexão e à pesquisa científica é necessário o uso de um saca-rolhas tão valioso? Ora, mesmo que o conhecimento, entre essas pessoas, estivesse de alguma forma arrolhado, certamente esse utensílio doméstico não haveria de ser o instrumento mais adequado para destampá-lo.
Na defesa da "institucionalidade" da decoração residencial do magnífico é invocada a Resolução nº 001/98 do Conselho de Administração da UnB, que daria plena autorização legal para aqueles gastos. Isso significa que os ilustres membros daquele conselho, professores e cientistas respeitáveis, estão endossando, plenamente, a aplicação, do dinheiro público destinado à promoção e apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico, à pós-graduação e à pesquisa, na compra de três cestos de lixo de R$1 mil (cada) e de um saca-rolhas de R$ 849 reais - para que se respeite a "linha estética com que se mobília (sic) uma casa". E ainda não se viu, da parte de titulares e próceres das Universidades brasileiras, algum repúdio formal a essa interpretação axiológica do magnífico de Brasília, o que faz supor que seja mais generalizada do que se imaginava essa "ética" da "estética" acadêmica cabocla, adotada pelo magnífico brasiliense.
Bem que os estudantes universitários brasileiros poderiam criar uma "Ordem do Saca-Rolhas", destinada a "premiar", com uma réplica do sugestivo utensílio, todos os magníficos reitores e dirigentes universitários que, a exemplo do senhor Timoty Mulholland, utilizassem recursos da educação e da pesquisa científica
Mauro Chaves é jornalista, advogado, escritor, administrador de empresas e pintor. E-mail:mauro.chaves@attglobal.net
Fonte: http://www.direitoderesistencia.weblogger.terra.com.br/index.htm
"LA MANERA"
Autor: Federico Nietzsche
"La manera más desagradable de replicar en una polémica es la de enojarse y la de callar, pues el agresor interpreta ordinariamente el silencio como un desprecio."
"Si quieres vivir"
Autor: Pitágoras
"Si quieres vivir mucho guarda un poco de vino rancio y un amigo viejo."
Após os escândalos envolvendo o uso irregular dos cartões corporativos, o governo tomou três atitudes. Primeiro cortou o cartão dos ministros. Cá entre nós, uma tolice, porque o problema não era o cartão, mas o uso sem critério. A segunda ação foi proibir o ótimo portal de internet Transparência de divulgar os gastos feitos pelos assessores particulares do presidente Lula. Os dez funcionários responsáveis pelas despesas do gabinete da Presidência gastaram no ano passado R$ 3,6 milhões com cartões de crédito. Isso incluiu de despesas com viagens do presidente e sua comitiva à manutenção dos palácios presidenciais e necessidades de Lula e da primeira-dama, Marisa Letícia. A justificativa para o sigilo é aumentar a segurança do presidente. "Quanto menor a transparência, maior a segurança", disse a O Globo o general Jorge Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional.
E, por último, o governo decidiu apoiar a CPI que a oposição quer fazer sobre o tema. A esperteza foi incluir nas investigações da CPI os gastos dos ministros do governo FHC e as verbas sigilosas do Judiciário, da Câmara e do Senado. Vale lembrar que nas outras ocasiões em que ameaçou investigar o governo FHC, como no caso da CPI das ONGs, o governo Lula freou imediatamente o ímpeto da curiosidade do PSDB. “As tapiocas (dos dois governos) são as mesmas”, ironizou o líder do governo no Senado, Romero Jucá, se referindo aos gastos culinários do ministro dos Esportes, Orlando Silva. Dois editoriais comentam o caso. O Globo defende a CPI ampla. “Se houver mesmo essa comissão, ela terá mesmo que vasculhar os cartões desde a era FH. Já para o governo, abrir a caixa-preta é a melhor alternativa. Não fazê-lo justificará graves suspeitas”. O Estado lamenta a falta de transparência dos gastos. “A fiscalização é praticamente impossível. Não poderia ser de outro modo quando se descobre, para dar um exemplo, que pelo menos 10 dos 37 ministros declaram gastos com os cartões em nome de assessores e outros subordinados”.
Fonte: http://www.ofiltro.com.br/
"PARA TODO PROBLEMA"
Autor: H.L. Mencken
"Para todo problema humano hay siempre una solución fácil, clara, plausible y equivocada."
"TODO HOMBRE ES"
Autor: Mark Twain
Todo hombre es como la Luna: tiene una cara oscura que a nadie enseña."


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